Vacinas com alumínio e doenças crônicas na infância

Autores: Nikolas Andersson; Ingrid Svalgaard; Stine Hoffmann; Anders Hviid 

Fonte: Annals of Internal Medicine Volume 178, Number 10 https://doi.org/10.7326/ANNALS-25-00997

O alumínio é usado como adjuvante em vacinas não vivas administradas na primeira infância. Persistem preocupações sobre possíveis associações entre a vacinação com vacinas que contêm alumínio adsorvido e o aumento do risco de doenças autoimunes crônicas, atopia ou alergia e distúrbios do neurodesenvolvimento. Os dados de segurança em larga escala ainda são limitados.

Objetivo: Avaliar a associação entre a exposição cumulativa ao alumínio proveniente da vacinação na primeira infância e o risco de doenças autoimunes, atópicas ou alérgicas e distúrbios do neurodesenvolvimento.

Desenho do estudo: Um estudo de coorte dinamarquês que avaliou os registros nacionais sobre vacinação infantil, em 1.224.176 crianças no período de 1997 a 2020.As crianças estavam vivas e residindo no país aos 2 anos de idade. Analisou-se a quantidade acumulativa de alumínio recebida e relação com 50 doenças incluindo autoimunes (dermatológicas, endócrinas, hematológicas, gastrointestinais e reumáticas), atópicas ou alérgicas (asma, dermatite atópica, rinoconjuntivite e alergia) e neurodesenvolvimentais (transtorno do espectro autista e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade).

Resultados: A exposição cumulativa ao alumínio proveniente da vacinação durante os primeiros 2 anos de vida não foi associada ao aumento da incidência de nenhuma das 50 doenças avaliadas. Para grupos de desfechos combinados, as razões de risco ajustadas por aumento de 1 mg na exposição ao alumínio foram de 0,98 (IC 95%, 0,94 a 1,02) para qualquer doença autoimune, 0,99 (IC, 0,98 a 1,01) para qualquer doença atópica ou alérgica e 0,93 (IC, 0,90 a 0,97) para qualquer transtorno do neurodesenvolvimento. 

Conclusão: Este estudo de coorte nacional não encontrou evidências que apoiem um risco aumentado de doenças autoimunes, atópicas ou alérgicas, ou transtornos do neurodesenvolvimento associados à exposição na primeira infância a vacinas com alumínio adsorvido. Para a maioria dos desfechos, os resultados foram inconsistentes com aumentos relativos de risco moderados a grandes, embora pequenos efeitos relativos, particularmente para algumas doenças mais raras, não pudessem ser estatisticamente excluídos.

Comentário: Este estudo com um número absurdo de pacientes, estudados por 20 anos põe uma pá de cal no conceito de que alumínio contidos em vacinas estariam contribuindo apara o desenvolvimento de Autismo, déficit de atenção e dezenas de doenças ao longo da infância. A importância desde estudo não pode ser menosprezado. Ele será reverência durante décadas quando o assunto for segurança vacinal. WRF

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