Fonte: Cochrane Systematic Review – Intervention. DOI:10.1002/14651858.CD000247.pub4.
Há muito se acredita que os antibióticos não têm papel no tratamento do resfriado comum, embora sejam frequentemente prescritos na crença de que podem prevenir infecções bacterianas secundárias. Este estudo teve três objetivos:
- Determinar a eficácia dos antibióticos em comparação com o placebo na redução dos sintomas de infecções agudas do trato respiratório superior (resfriados comuns).
- Determinar se os antibióticos têm alguma influência nos desfechos da rinite purulenta com duração inferior a 10 dias antes da intervenção.
- Determinar se existem efeitos colaterais significativos associados à antibioticoterapia em participantes com diagnóstico clínico de resfriado ou rinite purulenta.
Foram selecionados 11 estudos, com até 1047 participantes. Os participantes que receberam antibióticos para o resfriado comum não apresentaram melhora dos sintomas em comparação com aqueles que receberam placebo.
Os participantes adultos apresentaram um risco significativamente maior de efeitos adversos com antibióticos do que com placebo, enquanto não houve aumento do risco em crianças.
A partir desses resultados, os pesquisadores concluíram que não há evidências de benefício do uso de antibióticos para o resfriado comum ou para rinite purulenta aguda persistente em crianças ou adultos. Há evidências de que os antibióticos causam efeitos adversos significativos em adultos quando administrados para o resfriado comum e em todas as idades quando administrados para rinite purulenta aguda. Dessa forma, o uso rotineiro de antibióticos para essas condições não é recomendado.
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