Um novo estudo publicado nesta semana pela revista Lancet projeta que o número de vidas perdidas ao redor do mundo devido a infecções resistentes aos antibióticos pode aumentar quase 70% até 2050.
A crise de superbactérias ameaça matar milhões de pessoas por ano. Acumuladamente, de 2025 a 2050, o mundo pode ver mais de 39 milhões de mortes que são diretamente atribuíveis à resistência antimicrobiana.
A resistência antimicrobiana acontece quando patógenos como bactérias e fungos desenvolvem a capacidade de escapar dos medicamentos usados para matá-los.
A Organização Mundial da Saúde chamou a resistência a antibióticos de “uma das maiores ameaças globais à saúde pública e ao desenvolvimento humano”. Este problema é motivado pelo uso indevido e prolongado de medicamentos antimicrobianos em humanos, o que pode ajudar os patógenos a desenvolver resistência a eles.
O novo estudo revela que, a resistência antimicrobiana e seus efeitos deve piorar nas próximas décadas. Precisamos de atenção redobrada na prescrição de antibióticos para que possamos abordar o que é realmente um problema muito sério.
A pediatria tem uma responsabilidade importante neste contexto. Antibióticos são prescritos por pediatras sem necessidade e por tempo prolongados. A maioria das otites, sinusites, amigdalites e pneumonias não precisam ser tratadas com antibiótico. Por outro lado, pais não devem pressionar os médicos a prescrever antibióticos. Antibióticos não cortam a febre, não tiram a dor de ouvido, não descongestionam o nariz e muito menos atuam na tosse e na falta de ar. Fique ligado!
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