A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) emitiu um alerta sobre casos recentes de intoxicação por metanol, após o aumento expressivo de notificações em várias regiões do país, incluindo episódios com óbitos. A substância, altamente tóxica, vem sendo associada ao consumo de bebidas adulteradas, especialmente entre adolescentes e jovens.
O metanol é um álcool industrial incolor, volátil e com odor semelhante ao do etanol, o álcool usado em bebidas comuns. No entanto, diferentemente do etanol, o metanol não pode ser ingerido, pois é extremamente tóxico mesmo em pequenas quantidades. Sua presença em bebidas falsificadas é perigosa e praticamente indetectável, já que não altera o gosto da bebida.
Como o metanol age no organismo
O metanol é amplamente utilizado na indústria — em solventes, combustíveis, tintas e produtos químicos — mas, quando inalado, absorvido pela pele ou ingerido, pode causar intoxicação severa. A exposição provoca sintomas como tontura, náusea, visão turva, vômito e dor abdominal. Em casos mais graves, pode levar à cegueira irreversível e até à morte.
Historicamente, os casos de intoxicação por metanol no Brasil estavam associados ao consumo de álcool combustível por populações vulneráveis. No entanto, as novas notificações envolvem bebidas destiladas adulteradas, consumidas em festas e eventos sociais.
O que está acontecendo no Brasil
Nas últimas semanas, diversas autoridades sanitárias registraram casos suspeitos de intoxicação por bebidas adulteradas com metanol, conhecidas popularmente como “kit da balada” — uma mistura de vodca (ou outro destilado) com energético. Acredita-se que o metanol tenha sido ilegalmente importado e usado na adulteração de bebidas, que vêm sendo consumidas principalmente por adolescentes.
O risco é agravado pela falsa sensação de segurança: muitos consumidores não percebem o perigo, já que o sabor e o cheiro das bebidas permanecem inalterados, mascarando completamente a contaminação.
O alerta da Sociedade Brasileira de Pediatria
A SBP reforça que a ingestão de metanol é uma emergência médica e que qualquer suspeita de intoxicação deve ser tratada imediatamente. A instituição alerta, ainda, para a importância de reforçar a fiscalização e ampliar a conscientização sobre o risco do consumo de bebidas de procedência duvidosa.
Outro ponto levantado pela entidade é a vulnerabilidade dos adolescentes, grupo que, apesar da proibição legal de consumo de álcool, ainda é frequentemente exposto a bebidas em festas familiares e sociais. Essa exposição aumenta o risco de intoxicação acidental e consumo de produtos adulterados.
Como prevenir casos de intoxicação por metanol
A prevenção começa com a atenção à procedência das bebidas. Consumidores devem evitar produtos de origem desconhecida, preços muito abaixo do mercado ou embalagens sem lacre e rótulo originais. É essencial também conversar com adolescentes sobre os riscos do consumo de álcool e da exposição a bebidas falsificadas.
Em caso de suspeita de ingestão de metanol, os sintomas iniciais podem surgir entre 1 e 72 horas após o consumo, e o atendimento médico deve ser imediato. O diagnóstico precoce é essencial para reduzir complicações graves.
Conclusão
A intoxicação por metanol é um problema grave e prevenível. A conscientização e a educação são as principais ferramentas para evitar tragédias. A Pulmolab apoia o alerta emitido pela SBP e reforça a importância da informação segura, especialmente para famílias com adolescentes.
A Pulmolab segue se destacando como referência em saúde respiratória infantil, oferecendo atendimento especializado, programas educativos e ações de prevenção.
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