Fonte: Cochrane Systematic Review – Intervention. DOI: 10.1002/14651858.CD013396.pub2.
Vários estudos controlados que avaliaram a suplementação de vitamina D na gravidez ou na primeira infância para a prevenção da asma infantil apresentaram resultados inconclusivos.
Este estudo teve dois objetivos: avaliar a eficácia de qualquer suplementação de vitamina D e da suplementação de vitamina D em altas doses no início da vida, incluindo o período pré-natal, para a prevenção da asma em crianças; e na prevenção de fatores associados à asma na primeira infância, incluindo dermatite atópica, infecções do trato respiratório, sensibilização a alérgenos e inflamação das vias aéreas.
Para isso, os pesquisadores selecionaram estudos que compararam doses mais altas versus doses mais baixas/padrão de vitamina D versus placebo/nenhum em gestantes ou lactantes geralmente saudáveis .
Foram 18 estudos envolvendo um total de 10.611 gestantes, bebês, pares mãe/bebê e crianças de até cinco anos de idade. Os estudos foram conduzidos em todo o mundo; a maioria foi realizada em países de alta renda. O maior estudo incluiu 3.046 participantes; o menor, 50. A duração do tratamento com vitamina D variou de 28 dias a dois anos, com a maioria dos estudos tratando por seis meses ou menos.
Os resultados mostraram que qualquer tratamento com vitamina D durante a gravidez “pode” ajudar a prevenir a asma infantil (1 estudo, 236 participantes), e o tratamento com doses mais altas de vitamina D durante a gravidez provavelmente ajuda a prevenir a sibilância infantil (3 estudos, 1.439 participantes). O tratamento com vitamina D na primeira infância, independentemente da dose e da comparação, teve pouco efeito sobre a asma ou a sibilância. O tratamento com altas doses de vitamina D na primeira infância “pode” ajudar a prevenir infecções das vias aéreas (6 estudos, 2.385 participantes).
O tratamento com vitamina D na gravidez ou na primeira infância, independentemente da dose e da comparação, teve pouco ou nenhum efeito sobre a dermatite atópica, a sensibilização a alérgenos e os marcadores de inflamação das vias aéreas. Os pesquisadores afirmam que não foi possível afirmar que o tratamento com vitamina D na gravidez ou na primeira infância tem efeitos indesejáveis, pois os estudos relataram informações limitadas sobre os efeitos colaterais.
De acordo com os autores, as evidências que sustentam um efeito protetor da suplementação de vitamina D na infância, incluindo o período pré-natal, sobre a asma infantil são limitadas. Estudos adicionais de alta qualidade, especialmente em bebês e crianças, são necessários para estabelecer com certeza os efeitos da suplementação de vitamina D na asma infantil e outros fatores associados.

