Casos de sarampo em São Paulo acendem alerta para vacinação
sarampo em São Paulo

Estado contabiliza 23 casos em 2026, e campanha temporária amplia a vacinação na capital, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo.

A confirmação de novos casos de sarampo no estado de São Paulo acendeu um alerta para a importância da vacinação. Até o início de agosto, foram registrados 23 casos da doença em 2026, sendo 20 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.

O cenário levou o Ministério da Saúde a ampliar temporariamente a vacinação contra o sarampo nesses três municípios. Entre 3 de agosto e 1º de setembro, a vacina tríplice viral está sendo oferecida a pessoas de 6 meses a 59 anos que moram ou circulam por essas localidades, independentemente do histórico vacinal.

A medida busca aumentar rapidamente a proteção da população e interromper a transmissão do vírus. Mesmo pessoas que já receberam as doses previstas no calendário podem receber uma dose adicional durante a campanha. No caso dos bebês de 6 a 11 meses e 29 dias, a aplicação é considerada uma “dose zero” e não substitui as vacinas de rotina, que devem ser administradas aos 12 e aos 15 meses.

Os casos identificados em São Paulo estão relacionados à introdução do vírus, inclusive por casos importados. No entanto, a presença de pessoas não vacinadas ou com o esquema incompleto facilita a transmissão. Dados preliminares de 2026 indicam cobertura de 77,5% para a primeira dose e de 65,5% para a segunda no estado, índices inferiores à meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Embora a recomendação da dose adicional esteja concentrada em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vacinação de rotina contra o sarampo permanece indicada em todo o Brasil. Para quem vive em outras cidades e estados, a orientação é conferir a caderneta de vacinação e completar as doses que estiverem pendentes. Pessoas com viagem marcada ou que circulem pelos municípios afetados devem procurar uma unidade de saúde para receber orientações.

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar quando uma pessoa infectada tosse, espirra, fala ou respira. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas que geralmente começam no rosto e se espalham pelo corpo. Crianças pequenas, gestantes e pessoas com o sistema imunológico comprometido apresentam maior risco de complicações, como pneumonia e encefalite.

Diante de sintomas compatíveis, é importante evitar o contato com outras pessoas e procurar orientação médica. Sempre que possível, o serviço de saúde deve ser avisado previamente sobre a suspeita, para que sejam adotadas medidas que reduzam o risco de exposição de outros pacientes.

A confirmação dos casos em São Paulo reforça que o sarampo continua sendo uma ameaça quando encontra pessoas sem proteção adequada. Pais e responsáveis devem conferir a caderneta de vacinação das crianças e, em caso de dúvida, buscar orientação na unidade de saúde ou conversar com o pediatra.

Fontes: Ministério da Saúde, Prefeitura de São Paulo e UOL VivaBem.

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