03 de agosto de 2026 | Fonte: The New England Journal of Medicine. DOI: 10.1056/NEJMcp2516616.
A hesitação vacinal infantil continua sendo um desafio importante para famílias, pediatras e sistemas de saúde. O tema foi abordado em artigo publicado no New England Journal of Medicine, que destaca que a dúvida sobre vacinas não é igual em todos os países: ela existe em diferentes graus, desde pequenas inseguranças até a recusa completa.
Segundo o artigo, a maioria dos pais hesitantes não quer colocar os filhos em risco. Pelo contrário, muitos desejam protegê-los, mas têm dúvidas sobre segurança, efeitos colaterais ou informações conflitantes recebidas em redes sociais, grupos de mensagens e outros meios.
As vacinas de rotina recomendadas na infância reduziram de forma expressiva doenças graves, internações e mortes. Além disso, mantém um forte histórico de segurança. Mesmo assim, a desinformação pode enfraquecer a confiança das famílias.
Um ponto central é o papel dos profissionais de saúde. Médicos e equipes assistenciais continuam sendo as fontes mais confiáveis de informação sobre vacinas. Recomendações claras, seguras e diretas estão associadas a maior aceitação vacinal. O texto também destaca que abordagens firmes, mas respeitosas, costumam funcionar melhor do que perguntas muito abertas, especialmente quando acompanhadas de escuta e acolhimento.
Estratégias centradas no paciente, como a entrevista motivacional, podem ajudar a compreender medos, corrigir informações falsas e preservar a relação com a família. Mesmo quando a vacinação não ocorre imediatamente, manter o vínculo pode favorecer decisões futuras.
A mensagem principal é que combater a hesitação vacinal exige ciência, empatia e comunicação cuidadosa.
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