Diretrizes atualizadas de alimentação infantil, que recomendam a introdução precoce de ovo, estão associadas a uma queda na incidência de alergia a ovo, segundo um estudo publicado na revista JAMA Pediatrics de junho de 2026.
A pesquisa comparou dois grupos de bebês australianos com idades entre 11 e 15 meses. Cerca de 5.000 que não receberam ovo precoce na dieta e quase 2.000 crianças que receberam ovo em torno dos 6 meses de vida. A prevalência de alergia a ovo caiu de 9,2% para 7,6% após a atualização da diretriz. Entre os bebês com dermatite atópica, a prevalência de alergia a ovo diminuiu de cerca de 35% para 22%.
Os resultados fornecem evidências de que as diretrizes que recomendam a introdução precoce de ovo estão associadas a reduções na prevalência de alergias. Embora os achados confirmem que mudanças de comportamento orientadas por diretrizes nutricionais, podem reduzir a prevalência de alergias na prática clínica real, um editorial que acompanhou o estudo destacou os danos causados pelas diretrizes pediátricas anteriores, que recomendavam atrasar a introdução de alimentos capazes de causar alergia, como leite, ovo, amendoim, entre outros.
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