Bebês que apresentam cólica podem ter maior risco de desenvolver alergias alimentares ao longo da infância e adolescência, segundo estudo publicado no The Journal of Pediatrics.
A pesquisa avaliou se a cólica infantil estava associada a maior frequência de alergia alimentar.
A cólica foi definida como choro inconsolável prolongado associado a aparente desconforto abdominal. Já o choro excessivo sem cólica foi analisado separadamente.
O estudo acompanhou 1.263 crianças desde o nascimento até a adolescência.
Cerca de 25% das crianças tiveram cólica na infância. Esse grupo apresentou maior risco de qualquer alergia alimentar na primeira infância em comparação com crianças sem cólica ou choro excessivo.
No início da adolescência, o grupo com cólica teve:
- risco 2,1 vezes maior de alergia ao amendoim;
- risco 2,6 vezes maior de alergia a castanhas e nozes.
Esses riscos persistiram até a metade da adolescência.
Além disso, crianças com cólica nos primeiros meses de vida apresentaram risco 2,5 vezes maior apresentam IgE positiva para amendoim na primeira infância.
Por outro lado, o choro excessivo sem cólica, observado em 10% das crianças, não foi fator de risco para alergia alimentar.
Os resultados sugerem que a cólica pode ser um marcador precoce de risco para alergia alimentar.
Crianças com cólica podem se beneficiar de estratégias preventivas comprovadas, incluindo a introdução precoce e regular de alimentos potencialmente alergênicos, conforme orientação pediátrica.
Fonte: The Journal of Pediatrics. DOI: 10.1016/j.jpeds.2026.115111.

